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30 julho 2013

O Que É Alimentar-se Normalmente?

Embora seja um pouco antiga, essa é uma das melhores definições para o "comer normalmente" que conheço e pode ser aplicada no dia-a-dia de todos nós!

Só para refletir um pouco...



 “Alimentar-se normalmente é ser capaz de comer quando você está com fome e continuar comendo até você ficar satisfeito. É ser capaz de escolher os alimentos que você gosta e comê-los até aproveitá-los suficientemente –  e não simplesmente parar porque você acha que deveria.

Alimentar-se normalmente é ser capaz de usar alguma restrição na seleção de alimentos para consumir os alimentos certos, mas sem ser tão restritivo a ponto de não comer os alimentos prazerosos.

Alimentar-se normalmente é dar permissão a você mesmo (a) para comer às vezes porque você está feliz, triste ou chateado ou apenas porque é tão gostoso. É também deixar alguns biscoitos no prato porque você pode comer mais amanhã ou então comer mais agora porque eles têm um sabor maravilhoso quando estão frescos.

Alimentar-se normalmente é comer em excesso às vezes e depois se sentir estufado e desconfortável. Também é comer menos de vez em quando, desejando ter comido mais.

Alimentar-se normalmente é confiar que o seu corpo conseguirá corrigir os errinhos da sua alimentação.
Alimentar-se normalmente requer um pouco do seu tempo e atenção, mas também ocupa o lugar de apenas uma área importante, entre tantas, de sua vida.

Resumindo, o “comer normalmente” é flexível e varia em resposta às nossas emoções, nossa agenda, nossa fome e nossa proximidade com o alimento.” (Satter, 1987)



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29 julho 2013

Como Você Pensa Em Relação À Comida?

A forma como cada pessoa pensa em relação à alimentação é bem variada, isso por que para cada indivíduo o “comer adequadamente” não está relacionado apenas com a manutenção da saúde, mas também envolve aspectos fisiológicos, emocionais e sociais.

Assim, não podemos e nem devemos ter uma definição rígida para o que é uma alimentação adequada sem contextualizar para quem, quando e onde. Na realidade, a alimentação possui um vínculo muito forte com a identidade de cada pessoa.

Vou citar como exemplo uma parte de um texto escrito por um adulto sobre a memória alimentar de sua infância (Lupton, 1994)..."Ele tinha 10 anos de idade. Seu pai era um fascista vegetal e sua mãe aprendeu a cozinhar na nojenta aula de culinária vegetariana. Ele odiava todos os vegetais e, principalmente ervilha. Nas refeições, parecia que tinham mil ervilhas no seu prato. Ele tentou escondê-las no bolso, mas a polícia vegetal (o pai) o pegou. Ele jogava as ervilhas debaixo da mesa, mas até o cachorro se recusava a comê-las. O pai dizia: ‘você não vai levantar da cadeira até ter comido todas as ervilhas’. O único jeito que ele conseguia comer as ervilhas era engolindo-as inteiras, com um copo d’água depois de cada uma, como se fosse um remédio".

O texto citado deixa claro como a comida está envolvida na formação da cultura do ser humano, não é mesmo? Provavelmente, o garoto que agora é um adulto, continua detestando ervilhas e pode até mesmo ter desenvolvido um certo trauma de vegetais.

Onde quero chegar?

Quero dizer que em nutrição não existe o que é certo ou errado em relação à alimentação, o que existe são alimentos que devem ser evitados por serem prejudiciais à saúde, porém mesmo devendo estes alimentos serem evitados, não devem ser, em hipótese alguma, proibidos.

Não há motivos para se forçar o consumo de um alimento que não agrade o paladar de uma pessoa.

Cada pessoa possui uma identidade cultural relacionada à alimentação, uma vez que a comida tem funções simbólicas tão importantes quanto as funções nutricionais.

Quem nunca comeu um alimento que tinha o hábito de comer quando era criança e que, naquele momento, sentiu como se tivesse voltado no tempo? Talvez, pelo simples fato de ter comido aquele alimento com “gosto de infância” se lembrou até mesmo de um local. Ex.: a casa dos avós ou dos pais.

A relação inicial afetiva com o alimento, uma vez aprendida, será levada por toda a vida. Entretanto, essa relação será todo o tempo recriada de acordo com a pessoa e com o seu meio. A família tem uma grande importância na manutenção dessa relação emocional com a comida.

Os almoços de domingo em família, por exemplo, têm um peso grande na constituição de uma pessoa, influenciando diretamente no paladar e no gosto de cada indivíduo.

Na família, aprendemos os valores que são carregados por toda a nossa vida. É na família também que desenvolvemos a nossa própria personalidade e, dessa forma, temos a possibilidade de conhecer e reconhecer outras pessoas e outros modos de viver iguais ou até diferentes dos nossos.

Viu só como cada um de nós traz consigo características muito individualizadas quando falamos em alimentação? Por isso não devemos julgar de forma alguma o comportamento alimentar de uma pessoa.

Agora falando em reeducação alimentar, é papel do nutricionista defender que as necessidades nutricionais devem ser atingidas juntamente com as necessidades culturais e simbólicas.

Um plano alimentar tem muito mais chances de dar certo e ser um sucesso quando respeitamos a individualidade de cada pessoa e incluímos alimentos que fazem parte de sua vida, de sua história, enfim, alimentos que fazem parte de sua rotina.

Mas é claro que como profissionais da saúde, também é nosso papel orientar sempre uma alimentação saudável, sugerir mudanças de hábitos quando necessário e também ensinar a fazer escolhas e substituições de alimentos.

Tenho certeza que depois dessa reflexão, será bem mais fácil para os leitores entenderem por que é tão difícil seguir uma dieta restritiva. Afinal, essas dietas não levam em conta a nossa identidade cultural  e nem o nosso lado humano.




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22 julho 2013

Dieta Para Noivas

Dei uma entrevista para a revista digital Casamento Básico!

A matéria é sobre dietas para noivas e tem dicas de emagrecimento, alimentos que auxiliam a parte estética e que ajudam relaxar no dia do casamento.

O nome da pauta é "Cinturinha de Pilão".

Acesse aqui!

10 julho 2013

Shakes: Bons Aliados Ou Vilões No Processo De Emagrecimento?

Quando se fala em emagrecimento, muitas pessoas têm dúvidas em relação aos shakes. Será que eles são eficazes no processo de emagrecimento?

A verdade é que não é de hoje que eles estão ganhando espaço no cardápio de quem quer emagrecer. A promessa é tentadora, imagine conseguir eliminar de 5 a 10 kg em 1 mês, parece maravilhoso! Mas, infelizmente não é bem assim que acontece.

O grande problema dos shakes é a indicação de sua forma de consumo, isto é, são vendidos como substitutos de refeições importantes (almoço e jantar) por possuírem todos os nutrientes necessários para uma boa nutrição.

É inegável que existem shakes super nutritivos à venda e alguns deles oferecem quase as quantidades de nutrientes necessárias para o dia inteiro em uma só refeição e é claro que em um primeiro momento ocorre o emagrecimento, pois eles possuem baixas calorias.

Porém, as perguntas que eu faço agora são as seguintes: Você aguentaria trocar o seu almoço ou o seu jantar por um shake durante quantos dias? Essa seria uma tarefa extremamente simples de ser mantida para o resto da vida?

Se você acha que logo enjoaria e que não conseguiria tomá-los para o resto da vida como substitutos de refeições, a minha opinião é de que você não deveria nem mesmo começar a utilizá-los dessa maneira. Não se iluda pensando que terá sucesso se incluí-los na sua rotina diária só por um tempo ou até atingir o seu peso ideal.

Quero deixar claro que não estou aqui para desmotivar e nem desencorajar ninguém, o meu papel é simplesmente alertar que quando você atinge o seu peso ideal e pára de tomar os shakes, retomando a sua alimentação convencional existe uma enorme chance de você recuperar todo o peso que perdeu.

Sim, pois nessa hora você passa a aumentar o seu aporte energético diário e começa a engordar novamente e isso é tudo que não queremos.

Não sou contra o uso de shakes, desde que sejam utilizados de outra forma e não como substitutos de refeições. Você pode incluí-los no seu dia-a-dia nos lanches intermediários ou antes e/ou depois de treinar, se for o caso.

Gosto muito de indicar shakes naturais preparados em casa. Eles são ricos em fibras, vitaminas e minerais, ou seja, além de também serem super nutritivos, são ricos em fibras, o que garante saciedade por mais tempo.

Sendo utilizados da maneira correta, os shakes são bons aliados na dieta e cabem perfeitamente no seu plano alimentar.


Confira as receitas de alguns shakes naturais e caseiros que podem contribuir para a sua ótima nutrição.








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